Diários de Campanha > Marcus Wands #02

Marcus Wands

Sessão Nº: 02
Data: 14/10/2012
Local: Lagoa de Roça - PB
Mestre de Jogo: Widson Melo


Dando início à longa viagem até o vale das sombras, os aventureiros são incapazes de planejar melhor as provisões, mas nada à se preocupar tão intensamente. O jovem, Masco Volo, pode ser chato, mas é relativamente corajoso e começara a desenvolver uma certa afeição pelos personagens, mesmo que eles não gostem muito dele.

Durante a longa caminhada, Marcos conta pseudo-histórias vivenciadas: Navegou com os Homens do Norte, lutou contra a Besta das Ilhas Moonshae (a besta foi morta há 20 anos). Entreteve os reis mercadores de Amn (ele tem uma recompensa pela sua cabeça em Amn). Retirou sua rapineira encantada do Castelo Lança Dracônica (ele na verdade o roubou de um nobre sembiano). Os aventureiros mais íntimos do conhecimento histórico, como o Otávio Mendley ou a própria Lia, descobrem facilmente as mudanças feitas por Volo em seus próprios argumentos e histórias contadas, típicas mentiras de bardos mal sucedidos.



No início da longa viagem, os aventureiros percebem vagas imagens no horizonte, imagens semelhantes à homens caminhando por trás dos arbustos, mas nada á ser tão levado à sério, alguns até percebem como algo estranho "alguns movimentos fora da estrada, por que?". Sem se preocupar em verificar a validade deste evento, os aventureiros continuam em direção à Taverna do Caminho, ponto mais próximo de apoio onde devem chegar ainda no mesmo dia a fim de descansar e posteriormente continuar a viagem em direção à Terra dos Vales. Antes disso, devem cruzar o Rio Delimbiyr, localizado ao sul de Águas Profundas, passando por Vau da Adaga, um pequeno vilarejo utilizado por comerciantes e aventureiros como ponto de apoio.

Mapa do percurso de Águas Profundas até a Taverna do Caminho

As horas se passaram, os aventureiros já começaram a tomar aversão da personalidade deste difícil homem, Marco Volo. Enquanto andavam pela estrada descampada entre Águas Profundas e Vau da Adaga, os mercenários contratados por Maskar Wands trocam ideias e se conhecem ainda melhor, revelando suas experiências recentes e até mesmo sobre as histórias pessoas de cada um. O tempo continua a correr, e aos poucos o sol vai se aproximando do centro do céu, já estamos na metade da manhã ou mais. O cansaço começa a cobrar resistência física dos personagens, coragem e principalmente sagacidade de continuar em frente.

Uma pequena pausa para descansar, parar na próxima sombra, repousando os cavalos, e tomando alguns goles de água, outrora guardada nas pressas pelos heróis ao sair de Águas Profundas. Poucos minutos depois, todos levantam-se e continuam a empreitada, já desejando, devido ao calor e ao desconforto, chegar em Vau da Adaga a todo custo.

Mais algumas dezenas de minutos se passam, e provavelmente aquele ponto visto no horizonte à frente deve ser já a ponte de Vau da Adaga. "Estamos chegando perto, grácias", citou Marco Volo já com o cansaço estampado no rosto. No entanto, antes mesmo de apreciar o ar fresco que estava por vir, uma movimentação rápida acontece logo à frente quando uma carruagem de cor escura é avistada vindo no sentido contrário dos personagens. Cismado com algo que tem aprontado nos últimos anos, Marco Volo já apresenta, para a atmosfera pela qual ele está presente, uma preocupação perceptível à todos os personagens. E de fato, uma figura exótica aos poucos é revelada na medida que a carruagem se aproxima dos aventureiros, um homem com aparência de comerciante grita em função dos personagens, "saia da frente, saia da frente bando de imbecis". Os gritos de ordem em pró do homem fica cada vez vai alto, e na medida que a aproximação ocorre, mais ordens são ditas para os personagens, dizendo que eles devem ficar parados que serão revistador, ou simplesmente "não olhe para mim elfo babaca". Com a diversidade de insultos e palavrões que o então comerciante cita para todos, o clima torna-se naturalmente ofensivo e desgastador, bem como assustador para Marco Volo e ofensivo para os demais.

Carruagem na Estrada

Na medida que se aproxima, é possível entender que existe um Goblin cumprindo ordens na direção da grande carroça em função de um homem mal educado e grosseiro, que divide as má ordens e os insultos às mães para os personagens e o próprio Goblin. "Saiam da frente bando de infames", "pilota essa porra filho da puta". No momento que a carruagem passa os personagens, agora assustados, o proprietário desce da mesma com um ar de ofensa, se aproxima dos personagens e simplesmente empunha um facão, indagando o porquê de não sair da frente para que eles passassem. "Mas nós nem estávamos na frente de vocês", "cale a boca maga grudenta". Uma confusão é armada facilmente e ainda sem entender o porquê, os personagens são obrigados a empunhar suas armas e partir de modo defensivo.

Dentro da carruagem todos podem ver duas mulheres com roupas espalhafatosas apontarem para vocês e darem algumas risadinhas. “Boçais ignorantes!”, ele fala, “Vocês precisam de uma lição de boas maneiras. Você, camponês!”, ele aponta o dedo para Marcus. “Eu o ensinarei a respeitar um nobre! Mostre-me o seu aço!”. Marcus saca com uma de suas mãos na adaga que carrega no lado direito de sua cintura e envolve seus dedos no cabo de sua rapieira, afiando a lâmina de uma contra a outra. O homem se identifica como Sir Rivado, "respeite Sir Rivaldo seu grudento". Facilmente, também por questões quantitativas, os aventureiros conseguem deter o homem estranho com atitudes também estranhas, que ao perceber que não iria conter os personagens, saiu em fuga, deixando as duas prostitutas, Tana e Zennara bem como o Goblin que estava pilotando a carruagem. A carruagem tem alguns objetos importantes para os personagens e por isso é motivo de carregá-los. K amarra o Goblin imediatamente, tornando a partir de agora um prisioneiro deles, e quanto as prostitutas? Há, um bom motivo para se divertir até chegar na Taverna do Caminho. Os personagens seguem em direção a Vau da Adaga depois deste breve susto, carregado consigo os objetos encontrados na carruagem, a própria carruagem acompanhada dos cavalos, a inovação de duas belas prostitutas, provavelmente raptadas na própria Taverna do Caminho, e uma grande quantidade de queijo de diversos lugares do mundo. "Uma ótima oportunidade para dividir com as prostitutas em K? O queijo!".

Seguindo em frente, alguns de cavalo, outros de carona na carruagem escura de porte médio com três cavalos na frente, os personagens seguem ansiosos para estarem realmente longe de Águas Profundas. É como se algo ainda estivesse prestes a acontecer enquanto próximos de Águas Profundas. Mas apesar de parecer difícil de aceitar o perigo ao lado de Marco Volo, a viagem no geral não apresentava tantos períodos, exceto por uns contratempos que vem acontecendo desde a fuga da metrópole.

Depois de andar por mais uma hora, fica nítida a bonita visão do Rio Delimbiyr cortando um pequeno aglomerado de pontos pretos, que são as casas e barracas do tradicional vilarejo Vau da Adaga. Ao se aproximar do ponto de travessia do rio, os aventureiros tem a tarefa de atravessar a ponte de Vau da Adaga e continuar em estrada, passando por dentro do vilarejo e logo em seguida a tão esperada Taverna do Caminho. Para aqueles responsáveis pela carruagem, K, Laucian e Lia, é necessário acompanhar o leito do rio por quase duzentos metros, até alcançar um trecho do rio consideravelmente raso para que possibilite a travessia, então os personagens devem voltar com a carruagem. Sabendo disto, os personagens tomam rumo diferente com o controle daquela carruagem que tem servido muito bem as necessidades de conforto de todos. Enquanto isso, o restante do grupo atravessa a ponte. Ainda na ponte, olham para frente. O vilarejo parece abandonado, fato antes não reconhecido por todos. Quando o piscar dos olhos são executados por aqueles presentes naquela ponte, um grande grupo de camponeses surgem de trás das casas, cada um com suas armas e ferramentas de plantio, como foice e facões, apontam para os aventureiros, ordenam que vão matar todos, dizem eles serem os assassinos. Situação surpresa e extremamente desfavorável para aquela metade do grupo que decidiu travessar a ponte. Por trás de todas estas pessoas, existem dois homens afirmando "olhem eles, os assassinos, matem estes assassinos, eles também irão nos destruir". Os aventureiros procuram motivos para serem acusados de tal ato, quando conseguem identificar um corpo dentro do rio, parcialmente ensanguentado. Provavelmente uma sabotagem, uma armação daqueles que planejaram interromper esta difícil viagem até a Terra dos vales.

Vau da Adaga inicialmente abandonada
Os aventureiros estão em uma situação desvantajosa e precisam encontrar uma saída para esta sabotagem sem autor declarado, caso contrário nem suas próprias vidas poderão ser conservadas.
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