Diários de Campanha > Marcus Wands #03

Marcus Wands

Sessão Nº: 03
Data: 19/01/2013
Local: Lagoa de Roça - PB
Mestre de Jogo: Widson Melo


Ao se aproximar do ponto de travessia do Rio Delimbiyr os aventureiros percebem um belo vilarejo com ricas casas feitas a mão, bem como o número de pontes internas que travessam os pequenos córregos que umedecem aquelas terras. Os moradores, boa parte camponeses, exercem seus trabalhos manuais de colheira de maneira singular, com o cuidado que só eles costumam ter com seus produtos.



Uma ponte maior separa a entrada do pequeno vilarejo do restante da estrada, tornando obrigatória a passagem de todas as pessoas que desejem seguir na Estrada do Comércio, uma estrada com seus pontos estratégicos para assaltantes que liga Águas Profundas à cidades localizadas ao sul.



Ao se aproximar da vila, já com os primeiros passos sobre a trabalhada ponte, os aventureiros nota sobre o vilarejo de Vau da Adaga um sossego tão confortável que chega a ser esquisito e um tanto curioso para um vilarejo com estas características geográficas e que está sempre servindo de caminho para quem vai e vem de Águas Profundas em direção ao sul. Os camponeses estão apenas colhendo, os moradores se preparando para o meio dia, bem como o almoço, as crianças apenas brincando e uma movimentação que aparenta ser comum neste ambiente.



Na medida que as imagens ficam mais nítidas nos olhares dos aventureiros, é possível notar logo depois da ponte um grupo de pessoas reunidas conversando sobre um aparente assunto ameaçador, os personagens são apontados algumas vezes na medida que se aproximam, dois homens parece comandar aquela reunião. O que os personagens não sabiam é que existem na verdade dois homens acusando todos os aventureiros de praticarem assassinato, e por conhecidência, ambos carregam consigo as pessoas de Tana e Zennara, duas prostitutas prisioneiras do mal educado Sir Rivaldo, um homem mal educado e com péssimos costumes que surpreendeu o grupo há algumas horas atrás.

Os aventureiros continuam a caminhar, visto que não têm lembranças de tal prática, visando apenas cruzar o vilarejo e continuar a longa viagem até a Terra dos Vales. Acontece que os aventureiros são travados, e os moradores seguem em investida contra todos, com uma aparência vingativa à mandado dos dois homens que parecem comandar tal ataque.

Embora a tentativa de pacificação naquele momento tivesse sendo possível, não foi muito praticada pelos membros da caravana, resultando numa perca de paciência inacreditável do mago Otávio Mendley, a maga Lia Pétala de Ouro e o duida Laucian Galandel que também investiram imediatamente contra os anfitriões daquela vila. Naquele momento uma confusão foi confirmada pelos personagens que ainda que imperceptível aos seu olhos, estavam despertando a atenção dos demais naquele lugar. Os dois homens estranhos que ficam por trás da massa de moradores, alegam ter sido atacados por assassinos na estrada nas últimas horas, instruindo os moradores a atacarem os aventureiros, motivo pelo qual serviu de gatilho para esta confusão estranha e sem justificativa real.

Depois de algumas tentativas de acalmar a situação, os demais aventureiros que inicialmente não se envolveram no mal entendido, procuram motivar algum método para saírem ilesos daquela situação tão ameaçadora diante dos personagens, e principalmente de Marco Volo. Depois de algum planejamento, os mais pacíficos perceberam que cada segundo que se passava, mais e mais pessoas se envolviam no mal entendido, e aos poucos aquilo se transformava em um combate, que sem dúvidas pode levar à morte de alguém. As duas prostitutas, já parcialmente machucadas procuraram se esconder na carruagem, sendo este método mal sucedido, resultando apenas à fuga, bem como os outros personagens mais atentos.



Diante da confusão, Otávio dispara para os céus, como se levitasse enquanto seus olhos brilhavam de fogo, desenvolvido por Lia e fortalecido por Laucian, o druida, aquilo era realmente um combate desnecessário, que irá gerar sérias consequências no contexto histórico daquele vilarejo, bem como para o futuro próximo dos aventureiros.

Lavínia, K, Jon, Balin, Tana e o próprio Volo agora fazem parte deste combate que parece sem saída, embora que indiretamente, cada qual saindo daquele local em fuga, da maneira que acha possível e necessário. Sem mais complicações, K, Lavinia, Balin e Jon conseguem chegar do outro lado da vila, com alguns minutos de corrida em fuga, podendo acentuar a distância que conseguiram percorrer daquele local tumultuado e ameaçador. Poucos minutos depois foi possível encontrar, também em fuga, alguns, inclusive escoriados e com ferimentos médios, alguns outros aventureiros que ficaram na confusão, são eles Lia, e Laucian afirmando que houve morte de alguns moradores. O clima parece guardar algo surpreendente, então todos percebem o quão este contato e as ordens dos dois homens estranhos foram ruim, agora saem em fuga o mais rápido possível, parcialmente em seus cavalos, os poucos que restaram da confusão que iniciou-se do fogo e da explosão na entrada do vilarejo.

No caminho, Tana e Zennara ficam feridas caídas no chão, impossibilitadas de fugir daquela corrida do perigo, como se algo muito impiedável estivesse correndo atrás dos aventureiros, e assim eles não voltaram para resgatar as belas garotas de corpo afinado e sensual..



Ao olhar para trás, parte dos aventureiros percebem que é formado um grupo de moradores, desta vez com um líder, um homem forte e com cicatrizes, representante de batalhas densas em defesa de Vau da Adaga apontando para os personagens. Ainda com a falta de Otávio, um dos agressores iniciais à comunidade, os personagens mantêm-se aguardando o mago em prontidão e preparados para darem continuidade à fuga, caso os líderes do vilarejo ordene a perseguição aos aventureiros. Poucos minutos se passaram, nada do grandioso mago. Por um momento todos observam pessoas correndo com ira nos olhos, chegou a hora da fuga. Lia, Lavínia, K, Balin, Jon, Laucian e Volo saem de Vau da Adaga em direção à Taverna do Caminho em fuga, com uma desvantagem inadmissível dos personagens, a ameaça à eles enquanto patronos de Marco Volo. Ainda no caminho da estrada os colegas se perguntam brevemente sobre Otávio, o mago: "ele foi engolido pela ira dos moradores".
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